Unum, Domine.
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quinta-feira, 3 de maio de 2012
Defesa eucarística do modernismo
Pode parecer que se possa fazer uma defesa radicalmente mística do mais exacerbado modernismo.
Assim:
O que realmente importa na Igreja é a Eucaristia, a presença de Deus entre nós no pão ázimo da Verdade. A ela deve curvar-se tudo mais, mesmo a pregação da verdadeira doutrina. Se algo dificulta o acesso ao Corpo de Cristo, é ruim; o que dEle aproxima é bom, mesmo que herético.
Note-se que não se trata de uma defesa da prática sobre a teoria, como muitos defendem hoje em dia, mas simplesmente da Eucaristia sobre a pregação.
O calcanhar de Aquiles, é claro, é que a recepção da Eucaristia é regida por normas rigorosas para que valha como sacramento de Salvação e não de perdição.
Em outras palavras, o melhor modo de evangelizar uma cidade não é alugar um helicóptero, enchê-lo com duas toneladas de hóstias consagradas, levantar voo e despejar a carga divina sobre a cidade.
Não mesmo.
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