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sábado, 20 de dezembro de 2014

Braz de Elvis e as noviças rebeldes nonagenárias da LCWR


Nosso elegantérrimo Braz de Elvis, também conhecido como o cardeal Blue Swede Shoes, aproveitou a festinha de lançamento de sua nova coleção outono-inverno de perucas (um luxo!) para acabar com essa investigação neopelagiana contra a LCWR, uma associação de freiras americanas entusiastas do aborto, do casamento gay e de todo tipo de heresia politicamente correta e devidamente aprovada por Wall Street.

O grupo de rebeldes nonagenárias, que bem representa o futuro da igreja bergogliana, foi homenageado ao final com uma salva de palmas e uma doação de cerca de 20 toneladas de fraldas geriátricas para suas necessidades espirituais mais imediatas.

Leão XIII comenta a heresia bergogliana


Interessante comentário do papa Leão XIII acerca do bergoglismo (aqui). Está em sua carta apostólica Testem benevolentiae ao cardeal Gibbons. Igualmente interessante é que esta carta não aparece no site da Santa Sé:

O princípio subjacente a essas novas opiniões é que, para atrair com maior facilidade aqueles que dela diferem, a Igreja deva moldar seus ensinamentos de acordo com o espírito da época e afrouxar um pouco a sua antiga severidade e fazer concessões às novas opiniões. Muitos creem que tais concessões devam ser feitas não só quanto ao modo de vida, mas mesmo em relação às doutrinas que pertencem ao depósito da fé. Argumentam que seria oportuno, para conquistar os que diferem de nós, omitir certos pontos do ensinamento que são de menor importância e amenizar o significado que a Igreja sempre atribuiu a eles.
Não são necessárias muitas palavras, querido filho, para provar a falsidade dessas ideias, se tivermos em mente a natureza e a origem da doutrina proposta pela Igreja. Diz o Concílio Vaticano [I] acerca deste ponto: "Pois a doutrina da fé revelada por Deus não foi proposta como uma invenção filosófica a ser aperfeiçoada pelo engenho humano, mas entregue como um depósito divino à Esposa de Cristo para ser fielmente conservada e infalivelmente declarada. Por isso esse significado já declarado pela nossa Santa Madre Igreja deve ser perpetuamente conservado e jamais abandonado com a alegação ou pretexto de uma compreensão mais profunda dele" (Constitutio de Fide Catholica, capítulo IV).

No comentário dos leitores do blog do padre Z ao post de onde foi extraída a citação acima, duas pérolas:

O verdadeiro sentido da autoridade docente do Papa consiste em ser o advogado da memória cristã. O Papa não impõe de fora. Ao contrário, ele elucida a memória cristã e a defende.
(Bento XVI)

Primeiro convém lembrar que a Igreja está sempre em avanço em relação ao mundo. Esta é a razão pela qual dizem que ela ficou para trás no tempo. Ela discutiu tudo há tanto tempo, que as pessoas se esqueceram da discussão acerca desse ponto.
(Chesterton)

Um bom exemplo do que diz Chesterton é o problema do culto das imagens, bandeira dos neopentecostais, mas já exaustivamente discutido e resolvido na Igreja do século VIII.



sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Padre Cantalamessa e a desonestidade espiritual

Padre Cantalamessa e pastores pentecostais abençoam Jorge Bergoglio

A igreja bergogliana tem um problema sério de legitimidade. Na guerra furiosa que trava contra a Tradição católica, que autoridade pode evocar para justificar seus desvarios? Não podem, é claro, contar com a autoridade dos Padres, dos Doutores, dos Papas e dos Concílios, que formam justamente a Tradição por eles odiada.

Ou melhor, não poderiam contar com ela, se fossem espiritualmente honestos.

É instrutivo o caso da homilia de hoje do melífluo e ultrabergogliano padre Cantalamessa no Vaticano (aqui).

Desautorizando a milenar versão latina do Glória, em que é anunciada a Paz aos homens de boa vontade (pax hominibus bonae voluntatis), o inefável franciscano acusa de pelagianismo - nada mais, nada menos - esse mais que glorioso texto bíblico, um dos pontos fortes da liturgia da Igreja durante séculos e séculos:

Se a paz fosse concedida aos homens por sua "boa vontade", então ela seria limitada a poucos, aos que a merecem; mas como é concedida pela boa vontade de Deus [?], pela graça, ela é oferecida a todos.

Muito bem. São Jerônimo, todos os santos que por todos esses séculos cantaram com devoção o Glória, mais o Concílio de Trento, que declarou o texto da Vulgata livre de erros doutrinários, todos eles errados. Só Bergoglio, o padre Cantalamessa e dom Braz de Elvis, com suas elegantes perucas, estão certos.

Mas o pior é que, depois desse coice contra a Tradição da Igreja, o inefável carismático encerra a sua homilia citando... quem? Neymar? Lady Gaga? Gugu Liberato? Não: Santa Teresa de Ávila, a ortodoxíssima doutora da Igreja, que Deus sabe quantas vezes terá rezado com místico fervor o texto ridicularizado por Cantalamessa.

Depois de avacalhar o Glória tradicional, o energúmeno sente que perdeu o pé e busca desesperadamente um apoio para a baboseira que falou. E onde mais poderia conseguir esse apoio, essa autoridade, senão justamente na Tradição ridicularizada?

Eis aí um exemplo perfeito da desonestidade espiritual da igreja bergogliana.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Bergoglio já foi afastado por loucura e desobediência


É o que conta Sandro Magister em seu blog (aqui).

Em livro recém-publicado na Argentina por Javier Cámara e Sebastián Pfaffen, Aquel Francisco, é contada a história dos dois mais obscuros anos da vida do mufti de Roma, 1992 e 1993.
Depois de ter sido Provincial dos jesuítas na Argentina, Bergoglio foi afastado do cargo e mandado para a cidade interiorana de Córdoba. Ele havia se desentendido com dois dos seus sucessores e também com o Geral dos jesuítas em Roma.

A explicação que corria entre os jesuítas para o seu "exílio" em Córdoba era simples: Berggy estava louco.

O que não chega a surpreender os que acompanham a triste sequência de vexames e despautérios que ele acumula como governante do Vaticano.
Outra explicação aventada no livro seria a de que, mesmo já longe do poder, Bergoglio insistia em dar as cartas, conduzindo uma espécie de governo paralelo na Companhia de Jesus.

Provavelmente as duas explicações estão certas. Bergoglio sempre me passou  ao mesmo tempo uma sensação de desequilíbrio mental e de obsessão pelo poder.

O resultado todos podem ver.

Coitados de nós.

Seria interessante saber a opinião de um canonista sobre o que se pode fazer em caso de papa ensandecido. Só por curiosidade.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O catolicismo bergogliano não é uma religião séria


Com exceção da breve primavera do pontificado ativo de Bento XVI, os últimos 50 anos da Igreja desenvolveram-se sob a insígnia da pastoralidade, ou seja, da prioridade da prática sobre a teoria, da ação sobre o ser.

Começando com uma legítima preocupação, da parte de João XXIII, de delimitar o âmbito da discussão conciliar, o hiato entre pastoral e dogmático foi alargando-se cada vez mais durante a Grande Avacalhação pós-conciliar, para chegar agora ao báratro insondável, com o governo de Jorge Bergoglio no estado do Vaticano e a convocação do sinédrio contra a família.

Deixando de lado, porém, o obscuro e adocicado teologuês pós-conciliar, que significa, no dia-a-dia das pessoas, separar a doutrina da prática?

A resposta que qualquer cobrador de ônibus é capaz de dar é que aquele que diz uma coisa e faz outra não é um cara sério.

Falta seriedade à religião que diz respeitar o dogma, mas age como se ele não existisse.

Quem diz uma coisa e faz outra é hipócrita.

Que seriedade pode ter uma igreja que tem como dogma o extra Ecclesia nulla salus, mas ridiculariza o proselitismo; que professa o Deus Uno e Trino, mas tem um chefe que vai rezar na mesquita a Alá, o único e não trino; que proclama a indissolubilidade do matrimônio, mas permite o divórcio?

E que credibilidade pode ter uma instituição a que falte seriedade na sua mais alta hierarquia? Ou, pior ainda, que elevou a falta de seriedade e a hipocrisia à condição de superdogma intocável?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Concílio pastoral e Mineirão


Falam os bergoglianos de boca cheia da prioridade do pastoral sobre o dogmático no pós-Concílio V2, esquecendo-se que é justamente no plano pastoral, e não da doutrina, que o Concílio se revelou mais desastroso.

Historicistas, não veem que, se há uma lição da história no século XX, é o fracasso da Igreja conciliar.

Comparável só aos 7 a 1 do Mineirão.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Textos do blog Chiesa e post Concilio traduzidos para o português


Este vosso servo acaba de traduzir do italiano para o português um dos "editoriais" do blog Chiesa e Post Concilio, da professora e teóloga romana Maria Guarini, grande defensora da causa da Tradição e da Liturgia em tempos de barbárie bergogliana.

Chiesa e Post Concilio é blog de referência em toda a Internet, pelos artigos que cobrem desde temas de teologia e filosofia, até as atualidades, sempre com os comentários de "mic" e de muitos outros valorosos católicos italianos e europeus. Alto nível.

A tradução de hoje será seguida por outras, o que permitirá aos muito hipotéticos  leitores brasileiros deste blog acompanharem a discussão da atual crise  da Igreja vista por olhos de gente competente e iluminada pela sã doutrina católica..

O texto chama-se Nec Plus Ultra e traça os limites do que pode ser tolerado da parte dos fiéis que mantêm certo amor à Tradição da Igreja Católica Apostólica Romana (aqui).

Must read..


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Bergoglio revela a La Nación a solução para os divorciados recasados


Da última entrevista de Berggy para La Nación:

Não é solução se lhes vão dar a comunhão. Só isso não é a solução: a solução é a integração. Não estão excomungados, é verdade. Mas não podem ser padrinhos de batismo, não podem fazer a leitura na missa, não podem dar a comunhão, não podem ensinar o catecismo, não podem com um monte de coisas, tenho a lista aí. Parem com isso! Se conto isso pareceriam excomungados de fato! Então, abrir as portas um pouco mais. 

Resolvido o problema.
Os divorciados que voltaram a casar não devem só comungar, mas também ensinar o catecismo, ler os Evangelhos, consagrar a hóstia e dar a comunhão.
Só não podem cantar o Parabéns a você no fim da missa, nem jogar o Bingo final, que são as partes principais da liturgia bergogliana.

Tudo, menos pedir que levantem as calças e fechem as pernas. Isso nunca.



domingo, 7 de dezembro de 2014

Dom Fellay cita e elogia texto profético de Bento XVI

Bons tempos!

Referindo-se em sua última carta aos amigos e benfeitores (aqui) a um trecho "quase profético" do livro O Sal da Terra do então cardeal Ratzinger, Dom Fellay chega a hesitar entre atribuir a clarividência de Bento XVI à sua sagacidade pessoal ou a um reflexo dos segredos de Fátima.

Importante testemunho de Dom Fellay, que mais uma vez aparece como um farol de fé, prudência e sabedoria em meio às trevas bergoglianas em que vivemos.

E depois ainda o chamam de fanático e "fundamentalista"...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Nenhum lance em leilão pelo solidéu bergogliano


Posto em leilão na Suécia para arrecadar fundos para os ciganos, um solidéu de Jorge Bergoglio não obteve nenhum lance. Zero. Nada.

Um vexame que mostra bem qual é a real popularidade do mufti de Roma, sem a maquiagem da grande imprensa de seus amiguinhos bilderbergoglianos.

Fonte: Ouest France (aqui).

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O papa e o leão-de-chácara


Dada a sua espiritualidade, não é de admirar que Bergoglio tenha sido leão-de-chácara, como ele mesmo admite. O espantoso é que tenha deixado de sê-lo.

Igreja fermento ou Igreja aplaudida? Bergoglio e a religião de baixa intensidade


Belo e corajoso artigo do padre Santiago Martín, fundador dos Franciscanos de Maria, sobre a atual catástrofe espiritual por que passa a humanidade e, em especial, a Igreja Católica (aqui o original espanhol, aqui a tradução francesa comentada em Benoît et moi). O título é Igreja fermento ou Igreja aplaudida?

O padre analisa as ideias do sociólogo italiano Luca Diotallevi acerca da "low intensity religion", religiões de baixa intensidade, que têm inundado o mercado nos últimos anos, da bruxaria aos carismáticos, dos neopentecostais ao skatismo. Caracterizam-se pela grande flexibilidade ao mal e pelas exigências ascéticas e espirituais nulas.

O fenômeno tornou-se pandêmico na Igreja Católica a partir do Concílio Vaticano II, embora suas origens remontem ao molinismo e ao jesuitismo do século XVII. E, como todos bem sabemos, assumiu dimensões apocalípticas com a renúncia de Bento XVI seguida da "eleição"  de Jorge Bergoglio ao governo do Vaticano.

Na Igreja, a vaga de baixa intensidade - também chamada de Catolicismo 2.0 ou Grande Avacalhação Pós-Conciliar - oferece esplêndidas possibilidades de marketing para os seus líderes, desde, é claro, que renunciem à ortodoxia e à ortopraxia e se curvem ao diktat dos senhores do mundo.

O artigo termina com as seguintes considerações do padre espanhol:

Não posso evitar de pensar nas tentações de Jesus no deserto. Naquela em que o demônio lhe oferece o mundo inteiro se se prostrar diante dele e adorá-lo. Jesus a rechaça e diz que só a Deus se deve adorar. Depois disso, a única opção possível para o Senhor era a Cruz, e esta não tardou a chegar. Tampouco posso evitar de pensar na parábola do grão de mostarda, do fermento na massa e da luz nas trevas. O Cristo que vai ser crucificado e que sabe disso porque se atreveu a rechaçar o maligno quer preparar os seus não só para a perseguição, mas também para que entendam qual há de ser a sua missão: fermento, luz, grão pequeno e humilde.

Bento XVI viu isso e falou muitas vezes a este respeito. Quis preparar a Igreja para que perdesse o medo de ser minoria e até para sofrer o martírio. Hoje as cosas são diferentes. Parece que se aspira a converter a Igreja numa religião de baixa intensidade, mas muito mais aplaudida, embora menos influente, porque não tem nada a dizer que não seja o que todos dizem e aplaudem. Claro, aos líderes desta nova Igreja estão dando o que o maligno prometera a Jesus: muito sucesso e popularidade.

Não podemos nem queremos estar com outra Igreja senão com a de Cristo, que está sempre protegida pelo Espírito Santo - esta é a nossa maior fonte de esperança e confiança - e por isso devemos preparar-nos para  o que tiver de vir. Entre uma Igreja aplaudida porque renuncia à ortodoxia e à ortopraxia e uma Igreja perseguida porque imita o Crucificado, escolho a segunda e peço a Deus que não me abandone se chegar a perseguição, para que possa dar testemunho dEle até o fim.


Amém, padre.
Ah, se tivéssemos pelo menos um cardeal com a fé e a coragem desse padre!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Mais uma prova da invalidez da eleição de Bergoglio (como se ainda preciso fosse)


O blog From Rome publicou alguns dias atrás matéria com teor explosivo de alguns megatons acerca da invalidade da eleição do mufti de Roma, Jorge Bergoglio, à cátedra de Pedro: Ivereigh + UDG 81 = um problema radical para o papa (aqui).

Resumindo, o problema é o seguinte. Foi recentemente publicado pelo dr. Austen Ivereigh um livro, The Great Reformer: Francis and the Making of a Radical Pope [O Grande Reformador: Francisco e a criação de um papa radical]. Ivereigh foi secretário particular do cardeal Murphy-O'Connor e era o responsável pela comunicação do cardeal com seus contatos no mundo inteiro. Note-se que o livro é amplamente favorável ao mufti portenho.

Pois o dr. Ivereigh relata em seu livro as manobras dirigidas pelo cardeal britânico e mais uma quadrilha de purpurados, por ele chamada de Team Bergoglio, para a eleição desse mesmo Bergoglio nos dias anteriores ao Conclave, que incluiriam até mesmo a aceitação prévia das mesmas pelo cardeal argentino.

Ora, esse tipo de treta antes do conclave é punida com a excomunhão dos que dela participem, pela Constituição Apóstolica Universi Dominici Gregis, que rege a eleição papal, em seu artigo 81:

81. Abstenham-se os Cardeais eleitores de todos os pactos, promessas e quaisquer outros compromissos, pelos quais possam ser obrigados a dar ou recusar o sufrágio a alguém ou a alguns. Declaramos nulos e inválidos todos os atos desse tipo, mesmo em caso de perjúrio, e ninguém deve sentir-se vinculado a qualquer obrigação de observância; condenamos outrossim à pena de excomunhão latae sententiae aqueles que agirem contra esta proibição. Porém, não entendemos lhes seja proibido comunicarem-se entre si acerca da eleição, durante o período de sede vacante.

Por esse cânone, os bispos que tramaram a eleição de Bergoglio estavam excomungados quando se abriu o Conclave, e, portanto, não poderiam dele participar. 

Ora, o cânone 171, parágrafo 2 do CDC afirma explicitamente a invalidez de eleições em que o número de votos necessários só foi alcançado contando-se os daqueles que estavam excomungados durante a eleição.

CQD

Como se ainda fosse preciso tudo isso para afirmar o óbvio: que Jorge Bergoglio não é o chefe da Igreja Católica.

Está cada vez mais claro que Bergoglio e seus cupinchas, aproveitando-se (no mínimo) do bombardeio mediático/financeiro contra o Papa Bento XVI, forçaram a sua renúncia e armaram um Conclave segundo seus sonhos para tomarem o poder no Vaticano.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Bergoglio, mufti de Roma, expulsa de Santa Marta um padre de batina



Post arrasador de Antonio Margheriti Mastino a respeito de Jorge Bergoglio, mufti de Roma, também conhecido como Maomé II.

Em meio às ruínas do bombardeio mastiniano, destaco dois pontos. Um, a história do padre de batina que almoçava no restaurante do motel Santa Marta, residência oficial do mufti argentino:

Terá sido no fim de outubro. Meio dia. Corte dos milagres e feira das vaidades de Santa Marta. O papa Francisco, ótimo garfo, entra no restaurante com seu cortejo de arrivistas clericais, meio apóstatas para melhor subir na vida sem o fardo da fé nas costas. Avança tumultuoso e imperioso. De repente, diminui o passo. E olha para a figura minguada de um pobre padre, de batina, que, sentado a uma mesa, faz a sua refeição. Escaneia-o com seu olhar gelado, que quem lhe é próximo, mas não seu íntimo, bem conhece, quando as câmeras são desligadas, e de sopetão, enquanto continua caminhando, se volta para um de seus pretorianos e ordena: "Não gosto daquele padre. Não quero vê-lo mais aqui!" Calígula. Que não tendo desta vez um cavalo para dar o título de cônsul, contenta-se com tirar de um padrezinho o seu prato de comida. O mais curioso, ou melhor, triste, é que não sabia sequer quem fosse aquele pobre padre ali de batina - num ambiente em que até o papa anda à paisana, segundo dizem - que comia o seu prato de macarrão. Certamente era um santo. Algo no estômago de Bergoglio se revirou. O que está acontecendo? Porque essas coisas, aqui em Santa Marta, com bispos ou padres, acontecem todos os dias: sei de bispos que saíram aos prantos da suíte imperial. E não por emoção.

O outro, que termina o artigo, abre certa esperança aos que persistem teimosos na fé católica nestes dias de trevas absolutas:

É hora de a Cúria começar a fazer o trabalho que mais sabe fazer: neutralizar. Melhor prevenir que remediar. Aliás, a invisibilidade do Secretário de Estado, Parolin, é eloquente acerca de qual seja o insinuante e crescente sentimento naqueles salões semiabandonados. Enquanto isso, um rei (*) da Cúria, uma velha raposa de um cardeal, outrora grande eleitor de Bergoglio, conversando com o cardeal Ruini, deixou escapar, sem especificar: "de fato, houve trapalhadas no conclave"... Quem quiser entender, entenda.

(*) Re, em italiano; provável referência ao cardeal Giovanni Battista Re, um dos mais influentes purpurados italianos.

domingo, 30 de novembro de 2014

Bergoglio adora Alá em mesquita turca: apostasia pública


Bergoglio em oração de adoração a Alá na Mesquita  Azul de Istambul, ontem, voltado para Meca: "não devemos só louvar e glorificar a Deus, mas também adorá-lo. Esta é a primeira coisa."


De quebra, prosternou-se diante do patriarca ortodoxo Bartolomeu, na mesma cidade, pedindo-lhe a bênção.

Diz o autor da Carta aos Hebreus, comentando o encontro entre Abraão e Melquisedeque, em que o segundo abençoa o primeiro: "sem dúvida, é o inferior que é abençoado pelo superior" (7,7).

Ele quer passar a imagem da humildade cristã, mas na verdade são atos de infinita soberba, um tapa na cara de todos os papas e de todos os santos dos últimos mil anos da Igreja Católica, sob a inspiração do Espírito Santo.

Além, é claro, de ser tudo absolutamente falso. Bergoglio, modernista exacerbado que é, jamais pensaria em pedir a bênção a um tradicionalíssimo patriarca ortodoxo se não estivesse rodeado de câmeras.

Vale tudo quando se trata de aparecer e de avacalhar a Igreja Católica.

Espero que não mostrem a Asia Bibi essas fotos.

PS: É preciso reconhecer, à luz de Hebreus 7,7, que há uma profunda verdade no gesto bergogliano de prosternar-se diante de Bartolomeu. Pois é fato que o patriarca ortodoxo goza de enorme superioridade moral sobre o mufti de Roma. O problema é o escândalo das massas bestializadas pela mídia, que ainda veem no decadente argentino o sucessor de Pedro. Mas, no atual tsunami de escândalos vaticanos, há de se reconhecer que um a mais, um a menos não muda muita coisa.

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison.

sábado, 29 de novembro de 2014

A fortuna de William Bouguereau


Enquanto tanta porcaria faz sucesso com a grife de "arte de vanguarda", embora cada vez menos,  é ignorado um talento ululante como o de William Bougureau, autor da esplendorosa tela acima, um dos conjuntos mais harmoniosos que conheço.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

De Bonald e a liberdade


Ao se tornar mais virtuoso e ao conformar mais a sua vontade à vontade divina, o homem ganha em liberdade o que perde da faculdade de escolher o mal, assim como, ao se tornar mau, perde liberdade, uma vez que perde a faculdade de escolher o bem.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Berggy e a comunicação transversal da empatia geracional


Bergoglio caprichou em Estrasburgo ontem. Diante dos Mestres, não quis fazer feio e se aventurou a pérolas de clareza e inteligência como esta:

"Tomar os caminhos de comunicação transversal comporta não só uma empatia geracional como também uma metodologia histórica de crescimento."

Confesso que, um pouco desnorteado, pedi explicações a meu amigo Hegelzinho da Mangueira, o maior filósofo idealista alemão do Vale do Anhangabaú. E ele, mui gentilmente, me trocou em miúdos as palavras do velho e sábio Berggy:

- Na determinação da determinabilidade em sua diferença (identidade) com a determinidade ontológica da Libertação qua liberdade na historicidade se manifesta a ocultação da essência do ser mesmo da diferença. Eis a mesmidade em seu esplendor transversal e agudo, no esquecimento da identidade primordial dessa mesma representação determinada e determinante.

- Ah bom.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Como depor um papa herético



Erudito artigo em The Remnant (aqui) sobre o problema da deposição de um papa herético, segundo a grande teologia católica de São Roberto Bellarmino, João de Santo Tomás, Ballerini, Caietano etc.

Ainda que não seja este exatamente o caso de Jorge Bergoglio, que, embora herético, simplesmente não é papa, pela invalidade tanto da renúncia de Bento XVI (o papa reinante, mas não em exercício), como de sua eleição, o problema é  tratado com competência por Robert J. Siscoe e merece ser estudado com atenção, pela proximidade em relação à situação atual.

De facto e de jure, hoje a heresia bergogliana não é a causa de sua incapacidade ao sumo pontificado, mas simplesmente mais um sinal de que sua eleição jamais ocorreu.




quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Bergoglio ridiculariza a Fé católica: manicômio de teólogos



Conteúdo altamente nauseante e vomitivo. Recomendamos vivamente que se providencie um saquinho plástico antes de assistir.

Fica a pergunta aos neoconservadores que defendem a validade da eleição de Bergoglio: como pode o chefe dos  católicos não ser católico?

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Profecia do cardeal Francis George sobre o futuro glorioso da Igreja

O cardeal George com o Papa

Espero morrer em minha cama. Meu sucessor morrerá na prisão, e o sucessor dele morrerá mártir em praça pública. Seu sucessor vai juntar os destroços de uma sociedade em ruínas, para aos poucos ajudá-la a reconstruir a civilização, como a Igreja tem feito tantas vezes ao longo da história.

Eis o glorioso futuro da Igreja, nas palavras do cardeal Francis George, de Chicago. O purpurado, que sofre de câncer, foi recentemente aposentado por Jorge Bergoglio e substituído por um obscuro amigo do cardeal Maradiaga.

Em recente entrevista, perguntado sobre o que achava do antipapa Francisco, respondeu o cardeal:

"Gostaria de me sentar em frente a ele e dizer: Santo Padre, obrigado por consentir na minha aposentadoria. Posso fazer-lhe algumas perguntas sobre as suas intenções?"

Vale notar que a profecia do cardeal foi feita antes da nomeação do seu sucessor bergogliano, que tem chances muito remotas de morrer na cadeia, como mártir em praça pública e muito menos como reconstrutor da civilização. A glória máxima a que pode aspirar é um cargo no júri de algum programa de calouros,

domingo, 16 de novembro de 2014

Profecia de Garabandal próxima de se cumprir


Com a invalidade canônica da renúncia de Bento XVI ao papado (por não livre) e, portanto, da eleição de Bergoglio à cátedra de Pedro, está prestes a se cumprir uma das espantosas predições da Virgem de Garabandal às quatro garotinhas espanholas: a de que Bento XVI será o último papa.

Pelo andar da carruagem e pelo absurdo silêncio que se seguiu à publicação do livro de Antonio Socci, parece mais do que claro que os purpurados a que Cristo confiou a defesa da Igreja até a efusão de sangue - e por isso se vestem de vermelho - não estão dispostos a largar a vida boa e encarar de frente o problema da ocupação da sede de Pedro por um estranho.

Isso, somado ao fato de que o papa Ratzinger, por mais forte e saudável  que ainda se mostre - apesar do que alegou na renúncia -, não promete, pela idade, ter vida longa pela frente, nos coloca diante da iminência do fim da sucessão apostólica que leva de Pedro a Bento XVI. Nada mais, nada menos.

Podem começar a se preocupar os que ironizaram as profecias depois da falsa eleição de Bergoglio.

sábado, 15 de novembro de 2014

Bergoglio e a operação de descristianização da América Latina


Vivemos na América Latina a maior operação de descristianização da história mundial, comparável apenas à levada adiante pelos seguidores de Maomé no Oriente Médio e no Norte da África há mais de um milênio.

E chega um bispo latino-americano ao governo da Igreja, embora ilegitimamente, e não diz sequer uma palavra sobre o assunto.  Pelo contrário, tira fotos de joelhos diante de pastores pentecostais, vetores principais da operação de conversão em massa da população latino-americana ao culto de Mâmon.

Com chefes como esse, quem precisa de inimigos?

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O céu não tem graça


No banco, à tarde, dois caixas conversam, entre risos:

- Jéssica, você não vai para o céu.

- Nem quero. Não tem graça.

Uma das mais abismais enormidades jamais pronunciadas desde o Fiat criador, capaz de estremecer o próprio Empíreo.

Estado terminal


O silêncio do Vaticano e da hierarquia em geral acerca das gravíssimas questões levantadas por Antonio Socci em seu livro Non è Francesco é ainda mais grave que essas mesmas questões.

É como se, durante um assalto a banco, um dos funcionários conseguisse burlar a atenção dos assaltantes e telefonar à central de polícia:

- Socorro! Está acontecendo um assalto aqui na agência!
-Assalto? E eu com isso?

O que dizer de uma instituição assim?

sábado, 8 de novembro de 2014

Enjoo generalizado na tripulação da nau de Pedro


Disse recentemente o cardeal Burke que boa parte da tripulação da barca de Pedro anda enjoada pelo balanço das ondas, chegando a suspeitar seriamente de que não haja ninguém ao leme.

Levando em conta a advertência daquele que o papa Bento XVI chamou há pouco de grande cardeal, desaconselhamos vivamente aos estômagos fracos a leitura da homilia que o velho Berggy pronunciou dias atrás em Santa Marta sobre os cristãos mundanos (aqui). E mesmo aos felizardos que dispõem de um estômago heroico, recomendamos que  providenciem alguns pares de saquinhos de papel, daqueles distribuídos nos aviões, antes de se aventurarem em tão perigosa leitura.

No sermão, Berggy, o Deprimente, fustiga duramente os cristãos pagãos, que procuram jogar água na doutrina da Igreja, entregues às vaidades e exigências do mundo. Ou seja, um excelente autorretrato do autoproclamado bispo de Roma cercado de seus mais íntimos amiguinhos.

Como cereja do bolo, Berggy recomenda aos cristãos serem "firmes no Senhor e no exemplo da Cruz de Cristo, com humildade, pobreza, docilidade, serviço aos outros, adoração e oração."

Qualquer semelhança com o programa dos Franciscanos da Imaculada, destroçados pelas elegantes perucas de Dom Braz de Elvis a pedido  do próprio Deprimente, é mera coincidência.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Bergoglio quer mudanças irreversíveis na Igreja


Informa o blog The Wanderer que um padre dos círculos mais íntimos de Jorge Bergoglio, o Deprimente, teria dito numa festinha de idosos berggyboys argentinos e chilenos:

A última coisa que ele me falou antes de vir é que eu reze para que ele possa fazer mudanças profundas e definitivas na Igreja, de modo que não se possa nunca mais voltar atrás.

O que nos consola é que a igreja bergogliana é uma nonagenária de minissaia, cheia de tatuagens, sem fé, sem doutrina, sem vocações, sem moral e sem Deus, que logo logo vai bater as botas e ser alugada definitivamente à Porsche.

sábado, 1 de novembro de 2014

São João Batista descanonizado



Hilariante texto do padre português Gonçalo Portocarrero de Almada, publicado originalmente no site Observador (aqui).

Graças à grande trapalhada informática com o Citius, veio ter ao meu computador, procedente do Supremo Tribunal de Justiça do Céu, uma cópia da acção de descanonização de São João Baptista, intentada por alguns católicos, que se fizeram representar pelo seu advogado. Alega o causídico que o dito João, filho de Zacarias e de Isabel, foi precipitadamente elevado às honras dos altares e que, à luz da misericórdia pastoral, recentemente descoberta pelos referidos fiéis, é muito duvidosa a sua santidade.
A verdade é que a dita mãe do referido João, Isabel, era prima de Maria e, portanto, o filho desta, Jesus, era parente próximo do Baptista, o que indicia favorecimento na sua canonização, cujo processo, por sinal, não consta nos arquivos da congregação para as causas dos santos. Também se teme que o alegado santo tenha sido ilicitamente beneficiado pelo facto de dois dos seus discípulos, André e João, terem depois seguido Cristo (tráfico de influências?). Por outro lado, não se conhece nenhum milagre, comprovado científica e canonicamente, que seja devido à sua intercessão. Acresce o facto de viver nas dunas, de se cobrir com peles de animais (quiçá de espécies protegidas), comer gafanhotos (que, desde as pragas do Egipto, estão em vias extinção) e de se alimentar de mel silvestre (produto não autorizado pela ASAE), o que indicia comportamentos anti-ecológicos e, em consequência, dignos de grave censura social e eclesial.
Contudo, a principal queixa contra o dito Baptista prende-se com a sua ausência de sentido pastoral e a sua falta de misericórdia para com o rei Herodes Antipas, a quem, publicamente, acusou de viver em adultério com a sua sobrinha, Herodíade, mulher de seu irmão Filipe e mãe de Salomé. Ainda que os autos provem ser verdadeira essa convivência marital, é absolutamente lamentável que, em vez de acolher misericordiosamente o simpático governante, João o tenha condenado eticamente, incorrendo assim na santa ira de Herodíade. Ora, numa perspectiva mais inclusiva e gradual, não só se deveria ter abstido de tais pronunciamentos moralistas, como deveria ter participado misericordiosamente no banquete natalício de Herodes Antipas, segundo a famosa tese que afirma que nenhum convidado para uma ceia pode ser legitimamente impedido de nela comer.
Embora os exegetas discutam se este princípio teológico-gastronómico, muito em voga em certos jornais, já constava nas tábuas da Lei, dadas por Deus a Moisés, ou se decorre de algum sermão de Santo Agostinho, ou ainda se se encontra na Suma Teológica, ninguém duvida de que é de fé divina e católica.
Por outro lado, a união de Herodes com a cunhada era, indiscutivelmente, uma relação amorosa e, sendo a caridade a principal virtude cristã, deve prevalecer a atitude pastoral de valorizar esse amor, tendo também em conta o bem da jovem e bela Salomé, que de tão amorosa mãe e do seu extremoso consorte recebia, como bailarina, uma esmerada educação artística, que deve ser também estimulada.
Por último, a forma rude como o dito João tinha por costume dirigir-se às autoridades eclesiásticas, como os fariseus e os doutores da lei, não condiz com o estilo pastoral pós-conciliar, o qual, em vez de apelar à conversão, ou julgar, proibir ou condenar actos objectivamente contrários à doutrina cristã, acolhe, abençoa e louva todas as atitudes de quaisquer seres humanos.
Por tudo isto e o mais que fica por dizer, entendem os queixosos que a sentença não pode ser outra senão a da descanonização de João Baptista, correndo a cargo do demandado as custas processuais, sem hipótese de recurso nem apelo, excepto em sede de juízo final.
À margem, lê-se ainda nos autos: aconselha-se vivamente que seja também revisto o processo de um tal Tomás More, que se opôs ao divórcio de Henrique VIII e foi, por esse motivo, executado, sendo portanto igualmente suspeito de atitudes contrárias à misericórdia cristã. Recomenda-se ainda a abertura dos processos de canonização de Herodes Antipas, de Salomé e de Herodíade, padroeiros do amor livre, bem como de Henrique VIII, vítima do fundamentalismo católico. Assinado: o advogado do diabo, bastante procurador e representante dos referidos católicos*.
*Aviso à navegação: com este texto irónico não se pretende negar a prática da misericórdia em relação a todos os homens e, por maioria de razão, a todos os fiéis cristãos, quaisquer que sejam as suas circunstâncias pessoais e familiares, mas apenas recordar que a caridade pressupõe a justiça e que não há pior injustiça do que a de tratar todos por igual. O acolhimento misericordioso que a todos os cristãos, sem excepção, deve ser dispensado, não pode ser feito à custa da verdade moral objectiva, nem do propósito de conversão, que a Igreja a todos convida, como requisito necessário para a salvação.

Não é Francisco, mesmo! Antonio Socci demonstra a invalidade da eleição de Bergoglio

Bergoglio e o sinistro interventor 
dos Franciscanos da Imaculada

Acabo de ler o livro de Antonio Socci, Non è Francesco.

Argumentação arrasadora contra a validade da eleição de Bergoglio. Não deixa pedra sobre pedra.

Alguns dos posts que coloquei  aqui no blog se baseavam em posts de outros sites publicados antes que o livro saísse e contêm, portanto, inexatidões, que serão sanadas em breve.

Impressionante o capítulo sobre a correspondência das tiradas de Bergoglio com os ensinamentos do cardeal Martini, herético polimorfo e arcebispo de Milão.

E o mais fundamental. Mesmo que alguém, depois da leitura deste livro, ainda nutra alguma dúvida sobre as teses de Socci, a partida já está ganha. Pois, como ensinava São Roberto Bellarmino, se houver alguma dúvida pertinente sobre a legitimidade da eleição de um Papa, ipso facto o Papa deixa de ser Papa. Xeque-mate.

Leitura absolutamente obrigatória. Infelizmente,  é remota a probabilidade de nossas bisonhas editoras católicas - salvo raras e honrosas exceções - editarem o livro.

O original italiano em forma de ebook pode ser comprado aqui . O livro em papel, aqui.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Bergoglio: Judas, tadinho, não era mais pecador que os outros apóstolos



É o que se pode ler no site do Vaticano hoje:

"Como dizia Paulo, esta Igreja foi edificada sobre o fundamento dos Apóstolos. Ele escolheu doze, doze pecadores. Judas não era o maior pecador, não sei quem era o mais pecador. Judas, pobrezinho, foi o que se fechou ao amor e por isso se tornou traidor, mas todos fugiram no momento difícil da Paixão e deixaram Jesus sozinho. Todos eram pecadores, mas Ele escolheu".


De uma só penada e um só coice, Berggy redime Judas Iscariotes, esse injustiçado, e corrige os Evangelhos, segundo os quais o reacionário, neopelagiano e criptolefebvriano São João não teria traído a Cristo durante a Paixão.

Os bispos são os sucessores dos apóstolos, e alguns deles, como demonstra com exuberância Jorge Bergoglio, também sucessores do bom Judas Iscariotes.

Deus e o acaso

Foto Paata Shubitidze

"Acaso é o apelido adotado por Deus quando quer viajar incógnito."
(cardeal Giacomo Biffi)

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A cara dos jornalistas da Veja depois da derrota: não tem preço


A vitória de um partido pró-aborto jamais será motivo de alegria para o cristão.

Mas não há como negar que ver a cara de Buda dos jornalistas da Veja, órgão oficial do Império, depois das derrota é, como diz Mastercard, o patrão deles: priceless.

domingo, 26 de outubro de 2014

Em mensagem, Bento XVI revela estar confinado em Mater Ecclesiae sem poder sair

Prossegue o jogo de xadrez entre Bento XVI e Jorge Bergoglio.

Hoje, na missa da peregrinação anual Summorum Pontificum, em agradecimento pelo Motu Proprio do mesmo nome, com que o Papa Ratzinger liberou a missa tradicional católica,  foi lido um bilhete de Bento XVI aos presentes.

Na mensagem cifrada, lemos que ele se encontra numa espécie de prisão domiciliar, de que só pode sair quando chamado por Jorge Bergoglio, nas ocasiões de interesse deste último. Isso dito, é claro, com palavras polidas e floridas, mas que a uma análise mais atenta não deixam lugar a dúvida.

Também a afirmação de que a missa antiga "vive na plena paz da Igreja" tem sido interpretada como uma ironia, uma vez que é notória a perseguição a que o antipapa Bergoglio tem submetido no mundo inteiro os sacerdotes e bispos que mostram preferência pelo rito tridentino. Basta lembrar o que aconteceu com os Franciscanos da Imaculada, destroçados e proibidos de rezar a missa Usus Antiquus por ordem expressa de Jorge Bergoglio, via o nosso felliniano Dom Braz de Elvis e suas elegantes perucas.

Importante também a menção aos "grandes cardeais" que apoiam a missa tradicional, que só pode referir-se ao cardeal Burke, o celebrante da missa da peregrinação. O mesmo Burke que, num ato heroico e histórico, dias atrás saiu a público para declarar que Jorge Bergoglio tem feito muito mal à Igreja e à Fé. Como pagamento, foi destituído de seu cargo na Assinatura apostólica e relegado ao patronato cosmético da Ordem de Malta.

Aqui vai a tradução do bilhete. O original italiano pode ser lido aqui.

Ilustrissimo Senhor Secretário Geral,

Finalmente consigo tempo para agradecer-lhe a carta de 21 de agosto passado. Fico muito feliz em saber que o Usus Antiquus hoje vive na plena paz da Igreja, também entre os jovens, apoiado e celebrado por grandes cardeais.

Estarei com vocês em espírito. Minha condição de "monge enclausurado" não me permite uma presença também exterior. Só saio da minha clausura em casos particulares, convidado pessoalmente pelo Papa.

Em união de oração e amizade, seu no Senhor,

Bento XVI



quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Bomba: nova mensagem de Bento XVI contra Jorge Bergoglio

Mais um lance na partida de xadrez entre Bento XVI e Jorge Bergoglio: divulgada mensagem de Bento XVI aos estudantes da Universidade Urbaniana de Roma (aqui o texto original italiano de Korazym).

Nela, o Papa - que assina mui simplesmente Bento XVI - ataca com energia e clareza as posições-chaves do bergoglismo, no que se refere à relação entre a Caridade e a Verdade.

Perguntam-se muitos hoje, dentro e fora da Igreja: a missão continua sendo mesmo atual? Não seria mais certo ficar no diálogo entre as religiões e servir a causa da paz no mundo? A contrapergunta é: Pode o diálogo substituir a missão? Muitos há, de fato, que julgam que as religiões devam respeitar-se e, no diálogo entre elas, constituir uma força comum de paz. [Já ouvi essa história antes, mas não consigo lembrar quem era...] Nesse modo de pensar, na maioria das vezes se pressupõe que as distintas religiões sejam uma variante de uma única e mesma realidade, que 'religião' seja um gênero comum que assume formas diversas segundo as diferentes culturas, mas expressa uma mesma realidade. A questão da verdade, que num primeiro momento motivou os cristãos mais do que todos, é colocada entre parênteses. Pressupõe-se que a autêntica verdade de Deus, em última análise, é inalcançável e que, no máximo, só se pode fazer presente o inefável com uma variedade de símbolos. Esta renúncia à verdade parece real e útil para a paz entre as religiões do mundo. Mesmo assim, continua sendo letal para a fé.

Tapa na cara mais direto, impossível. Deve estar ardendo até agora.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Bergoglio e o sedevacantismo

O ponto nevrálgico da questão da invalidez da eleição de Bergoglio é que todos os inúmeros argumentos contra o sedevacantismo que serviam de defesa à legitimidade dos papas pós-conciliares, por piores que fossem , não valem a favor da validade da eleição do cardeal jesuíta.

O que desloca todo o peso da legitimidade do papa para uma questão de fato, em si mesma mais do que dúbia: a liberdade de Bento XVI ao renunciar.

Ora, sendo pública e notória a campanha mundialista e mediática contra Bento XVI, dentro e fora dos círculos clericais, querer fundar a autoridade do papado sobre tão frágil base é simplesmente absurdo.

O que faz com que a igreja bergogliana seja uma instituição instável por natureza, cuja derrocada é só uma questão de tempo.